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Cuidados

Cuidados a ter com a roupa das crianças

 

Transporte de crianças                                                                                     Topo    Voltar

Infelizmente, Portugal no que a acidentes com crianças é o pior país da União Europeia com taxas de mortalidade equivalentes ao dobro da média europeia.

Por cada morte, estima-se ainda que outras 5 crianças ficam incapacitadas permanentemente.

São ainda milhares os feridos graves e ligeiros que são todos os anos atendidos.

Quando se circula pelas ruas com crianças devem tomar-se cuidados especiais para se reduzirem os cerca de 1700 atropelamentos de crianças com menos de 14 anos por ano. Estes atropelamentos causam anualmente 23 mortos e 215 feridos graves. Alguns dos feridos graves ficam com deficiências para toda a vida.

 

Quando se transportam crianças em veículos particulares devem ter-se cuidados especiais, a saber:

- Até aos 2 anos ou 2 anos e meio deve viajar-se com os bebés voltados para trás. É a melhor protecção que se lhes pode dar, pelo que os devemos manter nesta posição até o mais tarde possível. Devido ao seu pescoço frágil e ao elevado peso e tamanho da cabeça, só assim ela irá bem protegida. Isto não é possível para todas as crianças, pois, as cadeiras que existem em Portugal não permitem.

- As crianças com menos de 12 anos de idade e menos de 150 cm de altura transportadas em automóveis equipados com cintos de segurança, devem ser transportadas em cadeiras adaptadas ao seu tamanho e peso.

O transporte destas crianças deve ser efectuado no banco da retaguarda, salvo se a criança tiver:

- idade inferior a 3 anos e o transporte se fizer utilizando cadeirinhas viradas para a retaguarda, não podendo, neste caso, estar activado o air bag no lugar do passageiro;

- idade igual ou superior a 3 anos e o automóvel não dispuser de cintos segurança no banco da retaguarda ou não possua banco na retaguarda.

 

Nos automóveis que não estejam equipados com cintos de segurança é proibido o transporte de crianças de idade inferior a 3 anos.

- Quando uma família tiver de transportar três crianças, com menos de 12 anos e menos de 150cm e não houver possibilidade de instalar três cadeirinhas no banco da retaguarda, em automóveis ligeiros de passageiros, por falta de espaço, pode, uma das crianças – a de maior estatura - ser transportada utilizando o cinto de segurança nas seguintes condições:

- Altura de pelo menos 135 cm - utilização do cinto de segurança. Por razões de maior segurança apenas deverá ser utilizado o cinto de 2 pontos de fixação se não houver cinto de 3 pontos;

- Caso o cinto seja de 3 pontos de fixação e a tira em diagonal se ficar sobre o pescoço da criança, é preferível colocar essa tira atrás das costas e nunca por debaixo do braço, utilizando-se desta forma apenas a subabdominal, apesar de baixar o nível de protecção.

Nos veículos que vêm equipados com banco elevatório são normalmente testados e homologados para serem utilizados com cintos de segurança de 3 pontos de fixação, conforme resulta dos respectivos manuais de instruções. Porém, podem os mesmos ser utilizados em lugares equipados com cinto de segurança de 2 pontos de fixação, com o objectivo de posicionar a tira subabdominal sobre as coxas em crianças de estatura mais baixa e desde que as costas do banco à sua frente possam constituir protecção à projecção da criança em caso de colisão frontal.

As crianças com menos de 12 anos de idade e menos de 150 cm de altura, mas com peso superior a 36 kg, transportadas em automóveis equipados com cintos de segurança, a lei prevê que sejam seguras por sistema de retenção homologado e adaptado ao seu tamanho e peso, que não existe no mercado.

Nestes casos em que não é possível sentar no mencionado sistema por este ser pequeno ou estreito, as crianças com mais de 36 kg deverão utilizar apenas o cinto de segurança nas seguintes condições:

- Altura de pelo menos 135 cm – utilização do cinto de segurança. Por razões de maior segurança apenas deverá ser utilizado o cinto de 2 pontos de fixação se não houver cinto de 3 pontos;

- Altura inferior a 135 cm – utilização do cinto de segurança. Caso o cinto seja de 3 pontos de fixação e a precinta diagonal fique sobre o pescoço da criança é preferível, apesar de baixar o nível de protecção, colocar essa precinta atrás das costas e nunca por debaixo do braço, utilizando apenas a precinta subabdominal.”

No que ao transporte colectivo de crianças respeita é necessário que os automóveis utilizados estão sujeitos a licença, válida pelo prazo de dois anos e renovável por igual período.

A licença é automaticamente suspensa nos seguintes casos:

- Não aprovação do automóvel na inspecção técnica periódica;

- Antiguidade do automóvel superior a 16 anos, contada desde a primeira matrícula após fabrico;

- Falta do respectivo seguro.

Os automóveis utilizados no transporte de crianças devem estar identificados com um dístico e devem ainda ostentar uma placa com o número do respectivo alvará.

A condução de automóveis afectos ao transporte de crianças só pode ser efectuada por motoristas que possuam um certificado com os seguintes requisitos:

- Habilitação legal para conduzir a categoria de automóvel em causa;

- Experiência de condução de, pelo menos, dois anos;

       - Documento comprovativo de inspecção médica, aferidor das aptidões físicas e psicológicas, nos termos do que é exigido para os motoristas de automóveis pesados de passageiros;

- Idoneidade dos motoristas;

- Frequência de, pelo menos, uma acção de formação profissional

No transporte de crianças, para além do motorista, é necessária a presença de um acompanhante adulto designado por vigilante, a quem compete zelar pela segurança das crianças.

São assegurados, pelo menos, dois vigilantes quando o veículo automóvel transportar mais de 30 crianças ou jovens ou possuir dois pisos.

O vigilante ocupa um lugar que lhe permita aceder facilmente às crianças transportadas, cabendo-lhe, designadamente:

- Garantir que a cada criança corresponde um lugar sentado, não podendo a lotação do mesmo ser excedida

- que todas as crianças se encontram com os cintos de segurança postos ou em cadeirinhas adequadas à sua idade

- Acompanhar as crianças no atravessamento da via, usando colete retrorreflector e raqueta de sinalização, devidamente homologados.

Assegurar-se que as portas e só podem ser abertas pelo exterior ou através de um sistema comandado pelo motorista e situado fora do alcance das crianças.

Os automóveis utilizados no transporte de crianças devem estar equipados com tacógrafo devidamente homologado bem como providos de extintor de incêndios e caixa de primeiros socorros.

O transporte de crianças os automóveis devem transitar com as luzes de cruzamento acesas.

Os motoristas devem assegurar-se de que os locais de paragem para tomada ou largada de crianças não põem em causa a sua segurança, devendo, quando os automóveis estiverem parados, accionar as luzes de perigo.

                [Publicado em Jan 2009]

 

Brinquedos                                                                                                           Topo    Voltar

O brinquedo tem por objectivos o entretenimento da criança e o seu desenvolvimento, proporcionando-lhe novas experiências e aprendizagens.

Há que saber fazer um controlo apertado no que diz respeito à segurança do brinquedo que é posto à disposição da criança.

Cada criança tem ritmos, preferências e interesses próprios, sendo fortemente condicionada pelos hábitos e pelo ambiente em que vive.

No entanto poderemos, em traços gerais, estabelecer:

Até aos dois anos de idade o bébé começa por explorar o mundo que o rodeia através dos sentidos levando à boca quanto é posto ao seu alcance. Segue-se a fase em que presta atenção às cores e às formas.

Nestas fases há toda a necessidade de controlar os brinquedos no que respeita aos materiais para que não sejam causadores de ferimentos na boca e mãos dos bébés, bem como a toxicidade das tintas empregues. Verificar com a unha se essa tinta se desprende facilmente. A aquisição de brinquedos com formas arredondadas é fundamental.

Não esquecer que os peluches são causa de asfixia quando o pêlo sai facilmente ou de alergias graves.

Quando o bébé começa a andar se é necessário ter em conta o perigo que representa muito do que o circunda (arestas e esquinas de móveis, produtos dentro dos armários de fácil abertura...), há que verificar se os brinquedos têm:

·      Peças destacáveis

·      Arestas cortantes e vértices aguçados

·      Olhos, acessórios e pêlo dos bonecos de fácil remoção

·      No caso do plástico, se as peças se partem com facilidade (falta de resistência à pressão)

·      Materiais e componentes tóxicos, como é o caso das tintas e do plástico com que são fabricados.

Quando se adquirem brinquedos para crianças tão pequeninas (até aos 3 anos) há que ter o cuidado de verificar se as peças que o compõem não têm tamanho inferior a uma antiga moeda de 50$00 (sensivelmente equivalente a 2€) ou fazendo uma argola com o seu dedo indicador a bater no meio do polegar, se as peças não cabem. Este espaço corresponde ao tubo digestivo do bébé.

tubos teste mas infelizmente não são distribuídos em todos os pontos de venda de brinquedos ou dados às mães pelos próprios pediatras ou instituições onde são acompanhadas pós-parto.

À medida que a criança cresce os seus centros de interesse vão-se alterando e vai-se sentindo atraída para tudo o que possa explorar e desenvolver as suas capacidades físicas. Nesta fase a criança gosta de pintar, cortar, colar, utilizar materiais como a plasticina, módulos para conceber construções no espaço (legos), jogos de todo o tipo (“mosaicos”, jogos de letras e números...) e ainda o uso de triciclos, bicicletas, trotinetas ou carros eléctricos.

Há que ter em atenção, como se disse, à toxicidade das tintas, pois há sempre a tendência para se sujarem, o que é conveniente, pois faz parte do desenvolvimento saudável e ainda arranjar protecções para os joelhos, cotovelos e capacete para quando brincam nos triciclos, bicicletas, trotinetas ou carros eléctricos.

Os tombos são perigosos e podem deixar marcas para o resto da vida.

A compra de um brinquedo deve ser criteriosa.

Os pais não devem comprar o brinquedo que gostariam de ter.

Não devem deixar-se levar pela publicidade que é, a todos os títulos, limitadora do discernimento e apenas induz à compra.

É indispensável que os adultos se não deixem iludir pela marca CE de tipo, que os brinquedos devem ostentar, que são uma mera presunção de segurança. O que quer dizer que, mesmo contendo a marca CE, o brinquedo pode não ser seguro por não ter havido preocupações relativamente aos requisitos essenciais de segurança.

O símbolo CE não é, em absoluto, sinal de segurança.

Os 22 milhões de brinquedos chineses considerados inseguros são disso exemplo frisante.

 

As normas que regem a segurança dos brinquedos vêm plasmadas no Decreto-Lei n.º 237/92, de 27 de Outubro (que transpôs a Directiva 88/378/CEE, de 3 de Maio, do Conselho das Comunidades Europeias), e incluem:

Físicos e mecânicos - Os brinquedos (e as peças que os compõem) devem ser suficientemente sólidos e estáveis para( resistirem às tensões e pressões sem se partirem ou deformarem.

Os movimentos, arestas, saliências ou elementos de fixação das peças devem ser concebidos de forma a reduzirem ou mesmo eliminar os riscos de ferimentos por contacto.

Os brinquedos (e suas peças desmontáveis) para crianças de idade inferior a 3 anos devem ter uma dimensão que impeça possam vir a ser engolidas ou inaladas.

Os brinquedos, suas peças e embalagens, devem ser garantidos contra qualquer risco de estrangulamento ou sufocação

Propriedades químicas - Devem ser suprimidos os riscos de queimaduras ou de intoxicação por ingestão, inalação ou contacto com a pele, as mucosas ou os olhos.

Inflamabilidade - Os brinquedos devem ser fabricados com substâncias que não ardam por acção directa de uma chama ou faísca; não sejam facilmente inflamáveis, isto é, que deixem de arder logo que desapareça a causa de incêndio; ardam lentamente, com uma velocidade reduzida de propagação das chamas…

Electricidade - Os brinquedos eléctricos não devem ser alimentados por uma tensão nominal superior a 24V, não devendo qualquer das peças componentes do brinquedo ultrapassar 24V. 

Os componentes dos brinquedos que estejam em contacto ou sejam susceptíveis de entrar em contacto com uma fonte de electricidade capaz de provocar um choque eléctrico, bem como os cabos ou outros elementos condutores, através dos quais a electricidade é conduzida até esses componentes, devem estar bem isolados e protegidos mecanicamente de modo a evitar o perigo de choques eléctricos.

Radioactividade - Os brinquedos não devem conter elementos ou substâncias radioactivas sob formas ou em proporções que possam ser prejudiciais à saúde das crianças, nos termos da legislação aplicável.

 

Há que lutar contra os efeitos perniciosos da persuasão da publicidade e da estratégica mercadológica (marketing).

Muitos países proíbem a publicidade e o marketing dirigidos às crianças.

Não basta ter as proibições, é necessário que haja uma fiscalização apertada e coimas avultadas para que efectivamente se cumpra a lei.

 

O brinquedo mata. Se não houver precauções. As estatísticas aí estão a revelá-lo.

Compre brinquedo seguro. Seja exigente!

Não se deixe enredar pelas cores e pelas fantasias da publicidade.

                [Publicado em Jan 2009]

 

Piscinas                                                                                                                          Topo    Voltar

Fenómeno corrente é, infelizmente, o do afogamento de crianças em piscinas ou poças de água.

           

Noutros países, quatro (4) dispositivos de segurança passaram a ser obrigatórios:

 

BARREIRAS

 

COBERTURAS

 

ABRIGOS

 

ALARMES

Cada um dos sistemas tem vantagens e inconvenientes.

Ponto é que se previnam os titulares das piscinas contra os perigos que espreitam a cada instante.

As crianças cegam.

E há que ter cuidados especiais.   

                [Publicado em Dez 2008]